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	<title>CARVALHO, M.</title>
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	<description>"Bloggy" Curriculum Vitae</description>
	<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 21:41:26 +0000</pubDate>
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	<language>pt-br</language>
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		<title>Trabalho de investigação e publicações</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 21:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Monica Carvalho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigo Científico]]></category>

		<category><![CDATA[Atividade profissional]]></category>

		<category><![CDATA[Investigação]]></category>

		<category><![CDATA[Produção pessoal]]></category>

		<category><![CDATA[Publicação]]></category>

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		<description><![CDATA[Já faz algum tempo que deixei de lado a atualização deste blog. Não foi desleixo ou falta de tempo. Na verdade, a vida acabou por me levar a mudanças no campo de investigação, o que eu ainda estou elaborando e trabalhando muito de modo a realizar um excelente trabalho.
Desde maio venho trabalhando na Universidade Católica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Já faz algum tempo que deixei de lado a atualização deste blog. Não foi desleixo ou falta de tempo. Na verdade, a vida acabou por me levar a mudanças no campo de investigação, o que eu ainda estou elaborando e trabalhando muito de modo a realizar um excelente trabalho.</p>
<p>Desde maio venho trabalhando na Universidade Católica Portuguesa como investigadora num projeto que envolve comunicação e reflexão sobre as ciências da vida a partir de questões bioéticas. O projecto está em fase de preparação e, por enquanto, não há muito ainda o que dizer a respeito.</p>
<p>Por causa desta minha nova atividade de investigação, tive que interromper meu pós-doutoramento na Universidade de Coimbra. A Fundação para a Ciência e a Tecnologia exige dedicação exclusiva ao pós-doutoramento. Mas, sinceramente, mesmo que não o exigisse, seria impossível compatibilizar minha investigação de campo da pesquisa de pós-doutoramento com a da Católica.</p>
<h3>Publicações</h3>
<p>Já faz algum tempo que publiquei aqui posts sobre a <em>5a SOPCOM</em>, evento de caráter nacional em Portugal que reúne investigadores portugueses a cada dois anos. As <em>Actas</em> do evento demoraram a ser publicadas, mas finalmente já estão online. Abaixo o link para os pdfs dos dois trabalhos que apresentei em setembro de 2007, já devidamente publicados.</p>
<p><a href="http://lasics.uminho.pt/ojs/index.php/5sopcom/article/view/216/235" target="_blank">Comunicação, medicina e evolucionismo: estudo de caso dos média brasileiros</a></p>
<p><a href="http://lasics.uminho.pt/ojs/index.php/5sopcom/article/view/137/133" target="_blank">Media, política e construção social do direito à saúde</a></p>
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			<media:title type="html">Monica Carvalho</media:title>
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		<title>Os portugueses e a procura sobre saúde na web</title>
		<link>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/04/22/os-portugueses-e-a-busca-de-informacoes-sobre-saude-na-web/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 19:19:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Monica Carvalho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Media e saúde]]></category>

		<category><![CDATA[Media em Portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[1,3 milhões procuram informação sobre saúde na Internet
Os dados mais recentes do estudo Bareme Internet da Marktest mostram que, no Continente, são 1,3 milhões os residentes que pesquisam na internet informação sobre saúde.
Marktest.com, 10 de Abril de 2008

O relatório anual de 2007 do Bareme Internet, o estudo de base do Netpanel, contabiliza 1 321 mil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h2>1,3 milhões procuram informação sobre saúde na Internet</h2>
<p>Os dados mais recentes do estudo Bareme Internet da Marktest mostram que, no Continente, são 1,3 milhões os residentes que pesquisam na internet informação sobre saúde.</p>
<p><em>Marktest.com, 10 de Abril de 2008</em></p>
<p><img style="vertical-align:middle;" src="http://www.marktest.com/wap/private/images/news2008/504/bareme.gif" alt="" width="313" height="349" /></p>
<p><span id="more-62"></span>O relatório anual de 2007 do Bareme Internet, o estudo de base do Netpanel, contabiliza 1 321 mil indivíduos que pesquisam na internet informação sobre saúde. Este valor representa 15.9% do universo composto pelos residentes no Continente com 15 e mais anos.</p>
<p>Na análise por targets, vemos que a ocupação é a variável mais discriminante, pois é a que revela mais diferenças de comportamento entre os indivíduos. A classe social e a idade também revelam comportamentos heterogéneos face a esta questão.</p>
<p>Entre os dois sexos, não se registam diferenças: 15.7% dos homens e 16.1% das mulheres pesquisam informação sobre saúde na internet.</p>
<p>Na análise da idade, vemos que os valores sobem gradualmente de 21.7% entre os jovens dos 15 aos 17 anos para os 28.5% junto dos indivíduos dos 25 aos 34 anos, para depois baixar também gradualmente até aos 0.9% observados junto dos indivíduos com mais de 64 anos.</p>
<p>Entre as regiões, destacam-se os residentes na Grande Lisboa e no Grande Porto, que pesquisam, mais do que a média, este tipo de informação quando navegam na internet (19.9% e 19.7%, respectivamente).</p>
<p>Entre as classes sociais as diferenças são mais evidentes, com 33.6% dos indivíduos das classes alta e média alta a pesquisar na internet informação sobre saúde, um valor que baixa progressivamente até aos 5.1% observados junto dos indivíduos da classe social baixa.</p>
<p>Estas diferenças são ainda mais evidentes quando analisada a ocupação, pois enquanto 39.6% dos quadros médios e superiores costuma fazer estas pesquisas, apenas 2.3% das domésticas também as faz.<br />
<img style="vertical-align:middle;" src="http://www.marktest.com/wap/private/images/news2008/504/bareme1.gif" alt="" width="459" height="412" /><br />
A análise realizada teve como base os resultados anuais de 2007 do estudo Bareme Internet da Marktest. Este estudo analisa o universo constituído pelos residentes no Continente com 15 e mais anos.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.marktest.com" target="_blank">Marktest</a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/monicacarvalho.wordpress.com/62/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/monicacarvalho.wordpress.com/62/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/monicacarvalho.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/monicacarvalho.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/monicacarvalho.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/monicacarvalho.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/monicacarvalho.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/monicacarvalho.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/monicacarvalho.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/monicacarvalho.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/monicacarvalho.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/monicacarvalho.wordpress.com/62/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=monicacarvalho.wordpress.com&blog=1420374&post=62&subd=monicacarvalho&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Media e alimentação</title>
		<link>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/04/18/media-e-alimentacao/</link>
		<comments>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/04/18/media-e-alimentacao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 10:11:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Monica Carvalho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>

		<category><![CDATA[Ciências da Comunicação]]></category>

		<category><![CDATA[Media e saúde]]></category>

		<category><![CDATA[Efeitos dos media]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual a distancia entre uma teoria e a vida cotidiana? Quais são os limites entre uma investigação científica e o pensamento do homem comum? Como uma teoria torna-se uma ação no campo político?
Abaixo podemos ver certa correspondência entre a teoria do efeito dos media e uma ação, de caráter legal ou jurídico, levada a cabo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright" style="margin:2px 4px;" src="http://www.youthnoise.com/site/images/fitc/anorexia%20(2).jpg" alt="" width="265" height="175" />Qual a distancia entre uma teoria e a vida cotidiana? Quais são os limites entre uma investigação científica e o pensamento do homem comum? Como uma teoria torna-se uma ação no campo político?</p>
<p>Abaixo podemos ver certa correspondência entre a <em>teoria do efeito dos media </em>e uma ação, de caráter legal ou jurídico, levada a cabo na França.</p>
<p><span id="more-59"></span></p>
<h3>Efeitos dos media e comportamento alimentar</h3>
<p>No que se refere aos estudos que se questionam acerca da relação entre os meios de comunicação e o comportamento alimentar, é necessário destacar que por trás do modo como se realizam esses questionamentos há sempre as teorias da comunicação que lhes servem de base. Tais teorias figuram como maneiras de pensar a dinâmica comunicacional humana, estabelecendo os pressupostos básicos para a análise da relação <em>media</em>-comportamentos.</p>
<p>É assim que na pergunta do pesquisador a respeito dos <em>efeitos dos media</em> ou de seu impacto sobre o comportamento alimentar, está subjacente uma reflexão que pressupõe uma <em>visão linear da comunicação humana</em>, de neutralidade das instâncias “emissora” e “receptora”. Por serem lineares, os principais modelos que dão base a esta corrente foram os que surgiram nas décadas de 1930 e 40: (a) comportamentais do tipo estímulo/resposta e (b) informacionais, segundo o modelo da Teoria da Informação de Shannon. Para Shannon, o problema da comunicação consiste em “reproduzir em um ponto dado, de maneira exata ou aproximativa, uma mensagem selecionada em outro ponto” (<em>apud </em>MATTELART &amp; MATTELART, <em>História das teorias da comunicação</em>, 2001, p. 58). Ele cria o já bem conhecido modelo emissor-mensagem-receptor e ruído.</p>
<p>Estas visões conduzem à idéia de que o comportamento alimentar do indivíduo se expressa como <em>reação </em>ao que/como algo se torna público através dos meios de comunicação massa. Portanto, quando se trata de mudar hábitos e práticas alimentares, as possíveis políticas decorrentes desta perspectiva podem aparecer como: proibições para que não se veicule tal ou tal conteúdo considerado prejudicial; produtos de comunicação informativos e educativos a respeito do que é correto comer ou de como se alimentar “bem”; campanhas específicas visando a superexposição de certas informações; estratégias de persuasão para modificar atitudes consideradas inadequadas e mensuração de sua eficácia a partir das mudanças que lhe são atribuídas etc.</p>
<p>Neste sentido, vejamos a notícia abaixo acerca de lei lançada na França.</p>
<p><strong>FRANÇA</strong></p>
<h3>Lei pode punir quem incita a anorexia</h3>
<p>do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/" target="_blank">Observatório da Imprensa</a></p>
<p>em 17/4/2008</p>
<p>A Câmara dos Deputados da França aprovou na terça-feira (15/4) um projeto de lei contra a promoção da anorexia, tornando ilegal incitar publicamente o excesso de magreza, encorajar a perda severa de peso e métodos para passar fome. O objetivo é combater sítios de propaganda &#8220;pró-anorexia&#8221; que, em geral, apóiam a anorexia como estilo de vida, em vez de tratá-la como um problema de saúde. Nestes sítios, a doença é &#8220;personificada&#8221; sob o codinome &#8220;Ana&#8221;. Nos EUA, blogs e fóruns que tratam do tema cresceram desde 2000 e, na França, ao longo dos últimos dois anos. Neles, há dicas de como passar por fome extrema comendo apenas um iogurte por dia, ou como esconder a perda excessiva de peso de médicos e familiares.</p>
<p>A lei, que deverá passar pelo Senado no próximo mês, permitirá que juizes prendam e multem em até 30 mil euros aqueles considerados culpados de incitar outros a serem magros em nível excessivo. Se a vítima morrer, o culpado corre o risco de ficar três anos na prisão e a pagar multa de 45 mil euros.</p>
<p>Na semana passada, políticos franceses, líderes da indústria da moda e anunciantes assinaram um código de conduta voluntário com o objetivo de promover imagens de corpos saudáveis. A ministra da Saúde, Roselyne Bachelot, acredita que a lei permitirá um debate público maior sobre anorexia, problema que, estima-se, afeta de 30 mil a 40 mil pessoas na França. Já opositores dizem que a lei é muito vaga na definição de &#8220;extrema magreza&#8221; e ao descrever quem poderia ser punido por promovê-la. Informações de Angelique Chrisafis [The Guardian, 16/4/08].</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/monicacarvalho.wordpress.com/59/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/monicacarvalho.wordpress.com/59/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/monicacarvalho.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/monicacarvalho.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/monicacarvalho.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/monicacarvalho.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/monicacarvalho.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/monicacarvalho.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/monicacarvalho.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/monicacarvalho.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/monicacarvalho.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/monicacarvalho.wordpress.com/59/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=monicacarvalho.wordpress.com&blog=1420374&post=59&subd=monicacarvalho&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Sobre o poder dos media</title>
		<link>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/04/15/sobre-o-poder-dos-media/</link>
		<comments>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/04/15/sobre-o-poder-dos-media/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 13:57:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Monica Carvalho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ciências da Comunicação]]></category>

		<category><![CDATA[Media no Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>

		<category><![CDATA[Media na América Latina]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista com o pesquisador brasileiro Denis de Moraes, retirada do Observatório da Imprensa.
Mudanças na cultura midiática latino-americana
Por IHU Online em 8/4/2008
Reproduzido da IHU Online, revista eletrônica do Instituto Humanitas Unisinos, 2/4/2008
As provocantes mudanças na cultura midiática latino-americana e a relação da comunicação e governos são tratadas nesta entrevista. &#8220;Essas modificações que começam a aparecer no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Entrevista com o pesquisador brasileiro Denis de Moraes, retirada do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br" target="_blank">Observatório da Imprensa</a>.</p>
<h2>Mudanças na cultura midiática latino-americana</h2>
<p>Por IHU Online em 8/4/2008<br />
Reproduzido da IHU Online, revista eletrônica do Instituto Humanitas Unisinos, 2/4/2008</p>
<p>As provocantes mudanças na cultura midiática latino-americana e a relação da comunicação e governos são tratadas nesta entrevista. &#8220;Essas modificações que começam a aparecer no cenário latino-americano se devem basicamente à ação de governos progressistas&#8221;, diz Dênis de Moraes, doutor em Comunicação e Cultura.</p>
<p>Que a cultura midiática latino-americana está mudando, não há dúvidas. Mas é preciso salientar que há mudanças extremamente significativas acontecendo, enquanto que, em outros países, a mudança ainda é tímida. &#8220;Essas modificações que começam a aparecer no cenário latino-americano se devem basicamente à ação de governos progressistas, particularmente os governos da aliança bolivariana das Américas: Venezuela, Equador e Bolívia, que entendem que a comunicação é uma questão estratégica para o desenvolvimento social e econômico e têm procurado interferir mais no sistema midiático, no sentido de aumentar a variedade dos conteúdos e das fontes emissoras&#8221;, diz o professor Dênis de Moraes. Ele fala ainda sobre a relação entre comunicação e governabilidade, crise das indústrias e conselhos de comunicação. A conversa foi realizada por telefone.</p>
<p><span id="more-57"></span>Dênis de Moraes é mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde também realizou doutorado em Comunicação e Cultura. É pós-doutor pela Universidade Federal de Minas Gerais e pelo Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, da Argentina. É professor da Universidade Federal Fluminense. É autor de, entre outras obras, O concreto e o virtual: mídia, cultura e tecnologia (Rio de Janeiro: DP&amp;A, 2001) e Cultura mediática y poder mundial (Buenos Aires: Grupo Editorial Norma, 2006).</p>
<p>***</p>
<p><em>Foucault dizia que não existe o poder, mas existem, sim, aqueles que querem ser dominados. Qual a relação que o senhor faz entre o poder e a cultura midiática presente na América Latina, hoje?</em></p>
<p>Dênis de Moraes – Eu acho que a cultura midiática, tanto na América Latina quanto no mundo em geral, apresenta uma série de características comuns e convergentes. A primeira delas é o que eu defino como midiatização da vida social. Todos os espaços de representação de anseios e aspirações parecem ter se transferido por ação ideológica dos meios de comunicação para telas e monitores. Isso significa que só adquire verdadeira visibilidade social aquilo que os meios de comunicação se incubem de transmitir. Significa também que as outras esferas de representação de interesses passam também a entrar num processo de esvaziamento de sua força junto à opinião pública. Eu me refiro à escola, às associações sociais, ao poder legislativo, que continuam manifestando suas posições, aglutinando interesses, mas não têm o mesmo poder de penetração e de interferência social do que os meios de comunicação. Trata-se de uma distorção perigosa, na medida em que os meios de comunicação se apresentam diante da coletividade como um âmbito de representação da vontade geral, como se eles tivessem a capacidade de resumir tudo aquilo que a sociedade deseja e aspira.</p>
<p>Trata-se de uma manobra ideológica muito poderosa, muito incisiva e que tem como objetivo: 1) ajudar a consolidar a hegemonia do mercado como a esfera de organização societária, ou seja, o mercado elevado à potência máxima; 2) Trata-se de uma tentativa de colocar os meios de comunicação, que são privados, fora do alcance de controles públicos democráticos. Eu me refiro, especificamente, aos meios de comunicação que têm concessões de rádio e televisão e que não desejam se submeter a controles, regras e normas públicas. Isso é uma deturpação muito perigosa também, porque se tratam de canais que pertencem à sociedade e não aos conglomerados midiáticos. Mas, ao se apresentarem como esfera de tradução da vontade geral, eles tentam se colocar fora do alcance de qualquer tipo de controle público-democrático. Como se tivessem uma autonomia tão peculiar, como se fossem a única esfera social, que não precisassem prestar contas à sociedade daquilo que fazem.</p>
<p>Tem que prestar sim, porque são concessionários de licenças. Esse é um exemplo bastante eloqüente do tipo de cultura midiática que nós temos. Trata-se de uma cultura absolutamente singular porque controlada, formulada, executada por meios que querem se colocar fora do alcance da sociedade, acima de qualquer tipo de controle. E fabricam, com uma velocidade espantosa, um volume desproporcional de informações e imagens a pretexto de que isso ampliaria a diversidade, quando na verdade nós sabemos muito bem que, de fato, há um aumento exponencial dos conteúdos transmitidos socialmente. Porém, as fontes de transmissão continuam cada vez mais concentradas nas mãos de poucas empresas que têm um poder absurdo de definir tudo aquilo que a sociedade pode ouvir, ver e ler.</p>
<p><em>Para o senhor, de que forma a comunicação se relaciona com as constantes mudanças no governo e as crises políticas na América Latina e como ela afeta a democracia?</em></p>
<p>D.M. – Na América Latina, os esforços e movimentos que estão sendo feitos para descentralizar e aumentar a diversidade cultural nos meios de comunicação se processam completamente fora do sistema midiático. Nós sabemos que o sistema midiático é controlado por grandes empresas privadas. E esse sistema não quer que haja modificação alguma no cenário. Essas modificações que começam a aparecer no cenário latino-americano se devem, basicamente, à ação de governos progressistas, particularmente os governos da aliança bolivariana das Américas: Venezuela, Equador e Bolívia, que entendem que a comunicação é uma questão estratégica para o desenvolvimento social e econômico e têm procurado interferir mais no sistema midiático, no sentido de aumentar a variedade dos conteúdos e das fontes emissoras. Esses governos têm procurado modificar marcos-regulatórios, apoiar, através de fomentos, parcerias e acordos bilaterais ou multilaterais, a produção nacional independente, sobretudo do audiovisual.</p>
<p>Os referidos governos têm apoiado também meios de comunicação comunitários e alternativos, seja através de novas leis, que regulamentem, por exemplo, rádios comunitárias e, também, desonerando cooperativas, pequenas e médias empresas de comunicação para que a produção fora do mercado cresça e possa oferecer novos canais de difusão não submetidos aos crivos dos grandes conglomerados. Trata-se de uma ação alternativa, no sentido de restabelecer a influência do poder público sobre o sistema de comunicação. E nós também assistimos em outros países, sem a mesma intensidade desses três, esforços para modificar leis, alterar sistemas de fomento, exercer novos controles sobre empresas concessionárias de rádio e televisão, fortalecer os sistemas estatais de comunicação, lançar editais de fomento para o cinema, sempre apoiando a produção independente e não-midiática no sentido de não pertencer às grandes corporações. Nesse sentido, eu acredito que a América Latina vive um momento excepcional, porque, pela primeira vez na sua história, há uma reação institucional em vários países contra as distorções de um sistema de comunicação cada vez mais concentrado e oligopolizado, evidenciando a consciência de determinados governos de que não é possível ficar de braços cruzados diante da onipotência midiática. Infelizmente, no nosso país, assistimos a um processo de letargia do governo federal nessa matéria, mas o cenário latino-americano é bastante promissor.</p>
<p><em>Como o senhor vê a crise das indústrias culturais no mundo e como essa crise afeta os meios de comunicação latino-americanos?</em></p>
<p>D.M. – As indústrias culturais fazem parte do modo de produção capitalista, de forma que um dos traços constitutivos desse modo de produção é que ele se depara sempre com crises internas e tem uma extraordinária capacidade de reprocessá-las e, assim, conseguir se reestruturar e seguir adiante. As indústrias culturais apresentam algumas evidências de crise, sobretudo no sentido do esgotamento dos mercados dos países mais industrializados. Entretanto, as corporações desses países entenderam que elas precisam buscar outros mercados através da economia de escala que internacionalizaram suas produções, seus sistemas de difusão, suas estratégias mercadológicas e conseguem enfrentar a crise em seus países de origem, obtendo lucros em países periféricos da América Latina e da Ásia.</p>
<p>De modo que eu não vejo uma crise das indústrias culturais que possa afetar a sua hegemonia no mercado de informação e entretenimento. Eu vejo crises que têm sido enfrentadas sucessivamente por meio de reestruturações empresariais e novos planos mercadológicos com relativo êxito. Basta citar, por exemplo, o caso das grandes corporações estadunidenses que, diante da saturação do mercado nacional, conseguiram, nas últimas décadas, resultados verdadeiramente extraordinários nos demais continentes, compensando, portanto, o esgotamento das possibilidades de crescimento do mercado interno.</p>
<p>Com relação ao mercado de mídia, penso que esse cenário se reproduz com uma impressionante coincidência: as principais corporações de mídia operam, hoje em dia, em escala absolutamente planetária. São grandes conglomerados que têm interesses e exploram uma série de setores tornados convergentes pela digitalização e conseguem atuar em parcerias com aliados regionais e locais desenvolvendo um processo de mais valia, extremamente insidioso e competente, porque distribui para mais de 200 países os mesmo produtos que são elaborados nos estúdios e nos centros de produção das matrizes, obtendo ganhos variados com cd’s, dvd’s, desenhos animados, filmes, etc. Também penso que não há crise tão violenta que possa colocar em risco a posição hegemônica das indústrias de comunicação e cultura.</p>
<p><em>Pensando na perspectiva de que todos os jornalistas são, antes de tudo, comunicadores sociais, como o senhor analisa o episódio do jejum de Dom Cappio e a movimentação que essa atitude gerou nos movimentos sociais no Brasil, em relação, principalmente, à luta contra a transposição do Rio São Francisco, e a cobertura (ou não cobertura) da mídia sobre esse fato?</em></p>
<p>D.M. – Eu creio que Dom Cappio teve um gesto de bravura, de consciência da cidadania e de compromisso com o Brasil. Foi um gesto extremo, que procurou chamar a atenção da nação para a controvertida transposição do Rio São Francisco. De fato, a cobertura midiática foi muito aquém do que o caso exigia e que também a gravidade do gesto do bispo reclamava. Isso tem a ver, evidentemente, com os interesses econômicos que estão em jogo no projeto de transposição das águas do Rio São Francisco. Sabemos que há, em vários aspectos, uma convergência de interesses entre as grandes corporações de mídia e os setores econômicos hegemônicos. Provavelmente, há convergências também no caso desse projeto, como também há uma série de interesses compartilhados entre as organizações de mídia e o governo Lula. O tratamento dado ao jejum do bispo é um tratamento de controle.</p>
<p>Não se podia deixar de noticiar um gesto extremo. Ao mesmo tempo, não se ampliou o debate sobre a transposição. Se pensarmos bem, até hoje essa questão parece nebulosa, fora de um conhecimento público mais amplo. O fato de ter existido audiência, como o senhor Ciro Gomes costuma dizer sempre que esse assunto vem à tona, não quer dizer que a sociedade, como um todo, tenha se esclarecido e tenha fixado uma posição a respeito. Se o governo Lula tem alguma dúvida, porque ele não utiliza maioria parlamentar para aprovar uma proposta de referendo para que a população se manifeste sobre a transposição? Sobre esse assunto quem melhor traduziu uma posição justa e progressista, além de Dom Cappio, foi a atriz Letícia Sabatella, que enfrentou, diante dos holofotes e dos microfones da mídia, os representantes do governo federal em pleno Congresso Nacional, inclusive o senhor Ciro Gomes. E a carta que ela escreveu e que foi tão pouco difundida pelos meios de comunicação fixa muito bem o total descompasso nesse caso entre os interesses estratégicos do governo e de grupos econômicos e a posição de ambientalistas e de entidades regionais a respeito do Rio São Francisco.</p>
<p><em>Para o senhor, quais são as possibilidades e os limites dos conselhos de comunicação social hoje?</em></p>
<p>D.M. – O Brasil tem um Conselho de Comunicação Social criado pela Constituição de 1988, que teve no saudoso doutor Ulisses Guimarães o seu grande expoente. Esse conselho praticamente não existe mais, deixou de ser do conhecimento público. Até onde sei, não tem se reunido com freqüência e a sua influência como órgão assessor do congresso nacional é uma influência muito pequena e sem ressonância. Atribuo isso ao desinteresse dos quatro últimos governos em fazer avançar medidas que contribuam para a democratização da comunicação do país. Digo isso porque a composição atual do conselho nacional de comunicação social, segundo análises que foram feitas por especialistas e pesquisadores, é a mais conservadora de toda a recente trajetória do conselho. Isso mostra claramente que não há um interesse governamental e do próprio congresso em prestigiar esse órgão como uma esfera de debate dos poderes públicos no campo da comunicação. Digo isso com pesar, porque essa foi uma luta importante das entidades que defendem a democratização dos meios de comunicação no país.</p>
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		<title>Meditações anti-cartesianas</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 22:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Monica Carvalho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Outras pesquisas]]></category>

		<category><![CDATA[Palestras, aulas e conferências]]></category>

		<category><![CDATA[Descartes]]></category>

		<category><![CDATA[Enrique Dussel]]></category>

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		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

		<category><![CDATA[Filosofia política.]]></category>

		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje à tarde assisti a aula magistral de Enrique Dussel, no Centro de Estudos Sociais. Há muitos anos não ouvia um discurso filosófico tão profícuo, criativo e tão aplicável ao nosso presente, em particular, a nós sulamericanos e portugueses. Apesar de não me sentir capaz de explicar sua Filosofia da Libertação, tentarei, em linhas gerais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Hoje à tarde assisti a aula magistral de <a href="http://enriquedussel.org/" target="_blank">Enrique Dussel</a>, no Centro de Estudos Sociais. Há muitos anos não ouvia um discurso filosófico tão profícuo, criativo e tão aplicável ao nosso presente, em particular, a nós sulamericanos e portugueses. Apesar de não me sentir capaz de explicar sua <a href="http://www.urutagua.uem.br//04fil_daniel.htm" target="_blank">Filosofia da Libertação</a>, tentarei, em linhas gerais, dizer algo acerca do que ouvi hoje.</p>
<p>Enrique Dussel é filósofo argentino, exilado político desde 1975 no México, onde é professor do departamento de filosofia na Universidad Autónoma Metropolitana (UAM, Iztapalapa, ciudad de México). Seus estudos se encontram no campo da Filosofia Política, o que acaba por levá-lo também à História, à Teologia e à Ética.</p>
<p>Ressalte-se que, num momento em que acontece a &#8220;queda do império americano&#8221; e a emergência das nações do &#8220;segundo mundo&#8221;, como afirma o pesquisador indiano <a href="http://www.nytimes.com/2008/01/27/magazine/27world-t.html?_r=1&amp;scp=1&amp;sq=parag+khanna&amp;st=nyt&amp;oref=slogin" target="_blank">Parag Khanna</a>, o discurso anti-eurocentrista de Dussel vem bem a condizer.</p>
<p><span id="more-55"></span>Na aula de hoje, Dussel resgata o que ele chama de <em>Primeiro Modernismo</em>, rebatendo uma suposta verdade, muito aceita em nossas academias, que afirma ser o filósofo francês René Descartes o primeiro pensador moderno por excelência. O Primeiro Modernismo é anterior a este filósofo e teria tido seu início oficial por ocasião das conquistas coloniais, particularmente a América por Colombo. Desde esta época até o <em>Discours de la Méthode</em>, de Descartes, publicado em 1637,  passaram-se 150 anos. Portanto, seria difícil imaginar que neste espaço de tempo não teria havido nenhum pensador que se pudesse considerar moderno.</p>
<p>Neste sentido, um ponto que Dussel destaca é o próprio ambiente em que Descartes teve sua formação. Ele fora para o colégio jesuíta de La Flèche aos dez anos de idade e nos dez anos seguintes estudara os que, na época, eram considerados os maiores expoentes do pensamento filosófico europeu. Dentre eles estão Francisco Soares, professor da Universidade de Coimbra que publicou oito tomos sobre Filosofia, e Antonio Robio, estudioso mexicano da Lógica. Ambos, pensadores ilustres do século anterior a Descartes, com discursos que podemos considerar modernos, sendo que o primeiro Dussel acredita ter sido o fundador da Filosofia Moderna.</p>
<blockquote><p>El impacto de la invasión moderna de América, de la expansión de Europa en el occidente del Atlántico, produjo una crisis el antiguo paradigma filosófico, pero sin todavía formular otro enteramente nuevo –como lo intentará, partiendo de los desarrollos del siglo XVI, René Descartes-. Debe indicarse que la producción filosófica del siglo XVI en España y Portugal estaba diariamente articulado a los acontecimientos atlánticos, a la apertura de Europa al mundo. La Península Ibérica era el territorio europeo que vivía la efervescencia de los descubrimientos inesperados. Llegaban noticias permanentemente de las provincias de ultramar, de América hispana y Filipinas para España; de Brasil, Africa y Asia para Portugal. Los profesores universitarios de filosofía de Salamanca, Valladolid, Coimbra o Braga (que desde 1581, por la unidad de Portugal y España funcionaban como un solo sistema universitario) tenían alumnos que provenían de esos territorios o partirían a ellos, y los temas relacionados a esos mundos les eran inquietantes y conocidos. Ninguna universidad del norte de los Pirineos tenía en Europa tal experiencia mundial. La segunda escolástica, así llamada, no era un simple repetir lo ya dicho en la Edad Media latina. La irrupción en las universidades de una Orden religiosa completamente moderna, pero no simplemente por estar influenciada por la Modernidad sino por ser una de las causas intrínsecas de ella misma50, los jesuitas, impulsan a los primeros pasos de una filosofía moderna en Europa. (<em>In </em><a href="http://enriquedussel.org/txt/El%20antidiscurso%20de%20la%20modernidad.pdf" target="_blank">texto de Dussel</a>)</p></blockquote>
<p>Dussel afirma que por trás do <em>ego cogito </em>de Descartes sustenta-se <em>ego conquiso</em>, ou seja, um aparato filosófico que justifica o colonialismo e funda a Primeira Modernidade. No entanto, é graças ao filósofo alemão Hegel que se pode atribuir a designação de Descartes enquanto &#8220;primeiro grande moderno&#8221;. Assim como se lhe atribui também a implementação eficaz de uma <em>tonteria ideologica</em>, no dizer de Dussel, que teria levado ao paroxismo as três maiores criações do Iluminismo:</p>
<ol>
<li>o orientalismo,</li>
<li>o ocidentalismo eurocentrista e</li>
<li>o sul da Europa.</li>
</ol>
<p>[Talvez seja justamente em seu modelo de pensamento <em>cartográfico </em>que se encontra uma das originalidades de Dussel. Segundo ele, isto se deve ao fato de que sua Filosofia Política leva-o a pensar a História no espaço político. Daí a importânica dos mapas para ele.]</p>
<p>Antes de Hegel, ou seja, até 1800, a Europa nunca teria sido o centro da história mundial. Este filósofo teria projetado a eurocentralidade desde o passado remoto. Uma <em>eurocentralidade </em>com tamanha eficácia, inclusive simbólica, que hoje, por exemplo, é quase impossível não encontrar o modelo de datação histórica criado em Europa nas escolas de todo o mundo. Um bom exemplo é a Idade Média, época que teria existido apenas na Europa, mas que é ensinada em todos os países onde a idade Média nunca existiu - China, Índia, Brasil etc.</p>
<p>A partir desta questão é que Dussel cita, inclusive textualmente, alguns pensadores latinoamericamos antigos, tais como Vera Paz (século XVI) e Bartolomé de Las Casas (1484-1566), este último considerado pelo filósofo argentino o primeiro crítico da Modernidade na América Latina.</p>
<p>Abaixo, deixo uma pesquena mostra do discurso entusiasmado de Enrique Dussel em dois videos, partes 1 e 2 de sua participação no Forum Mundial no México, em 2008.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/04/10/meditacoes-anti-cartesianas/"><img src="http://img.youtube.com/vi/2ErUZWLBf3c/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/04/10/meditacoes-anti-cartesianas/"><img src="http://img.youtube.com/vi/auZJqaAUju0/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/monicacarvalho.wordpress.com/55/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/monicacarvalho.wordpress.com/55/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/monicacarvalho.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/monicacarvalho.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/monicacarvalho.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/monicacarvalho.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/monicacarvalho.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/monicacarvalho.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/monicacarvalho.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/monicacarvalho.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/monicacarvalho.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/monicacarvalho.wordpress.com/55/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=monicacarvalho.wordpress.com&blog=1420374&post=55&subd=monicacarvalho&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Monica Carvalho</media:title>
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	</item>
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		<title>Recusa</title>
		<link>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/04/09/recusa/</link>
		<comments>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/04/09/recusa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 15:24:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Monica Carvalho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Congressos]]></category>

		<category><![CDATA[Congressos de comunicação]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho que estou mal acostumada. Nos últimos tempos, foram poucas as vezes em que recebi um &#8220;não&#8221; do universo acadêmico.
Primeiro ressalto a boa receptividade da Fundação para a Ciência e Tecnologia, órgão de fomento à pesquisa em Portugal que concedeu-me bolsa de pós-doutoramento [em outro post falarei mais a este respeito]. Também tenho enviado trabalhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Acho que estou mal acostumada. Nos últimos tempos, foram poucas as vezes em que recebi um &#8220;não&#8221; do universo acadêmico.</p>
<p>Primeiro ressalto a boa receptividade da Fundação para a Ciência e Tecnologia, órgão de fomento à pesquisa em Portugal que concedeu-me bolsa de pós-doutoramento [em outro post falarei mais a este respeito]. Também tenho enviado trabalhos para congressos e artigos para publicações científicas que foram aceitos sem problema, tanto aqui em Portugal, como no Brasil. Aliás, até mesmo este blog, um versão &#8220;bloggy&#8221; de um curriculum vitae acadêmico, tem recebido visitas bem interessantes.</p>
<p>No entanto, meu ego não pode viver assim tão massageado. Acabei de receber a recusa do congresso da London School of Economics.</p>
<p><span id="more-50"></span>O motivo da recusa? Sinceramente, não sei. Mas suspeito de quatro coisas:</p>
<ol>
<li>Minha rede de relacionamentos acadêmicos ainda está em formação aqui na Europa e, ao que parece, precisa mesmo atravessar o Canal da Mancha;</li>
<li>O tema <strong><em>P</em><em>overty and obesity on media: a case study of a Brazilian newspaper</em></strong>, não interessou mesmo aos avaliadores do congresso, seja porque não se adequou ao que pensavam, seja porque há outras prioridades além de saber o que se passa nos media brasileiros;</li>
<li>Receberam muitas propostas de trabalho e, na hora de fazer a peneira, mais valia saber sobre temas mais próximos geograficamente do que descobrir algumas facetas do jornalismo no Brasil e, por fim,</li>
<li>Meu inglês precisa melhorar para que possa convencer os britânicos de que meu trabalho é bom. Por exemplo, tenho dúvida se o mais correto é <em>on media </em>ou <em>in the media</em>.</li>
</ol>
<p>Portanto, segue o novo <em>checklist</em> dos congressos:</p>
<table border="1">
<tbody>
<tr>
<td width="100" align="center" valign="top"><strong>Prazos<em><br />
</em></strong></td>
<td width="180" align="center" valign="top"><strong>Evento</strong></td>
<td width="100" align="center" valign="top"><strong>Data</strong></td>
<td width="150" align="center" valign="top"><strong>Local</strong></td>
<td width="80" align="center" valign="top"><strong>Envio</strong></td>
<td width="80" align="center" valign="top"><strong>Aceito?</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="100" align="center" valign="top">25/01/2008</td>
<td width="180" align="center" valign="top"><a href="http://www.ufp.pt/events.php?intId=10046" target="_blank">III Jornadas Internacionais de Jornalismo</a></td>
<td width="100" align="center" valign="top">14/03/2008</td>
<td width="150" align="center" valign="top">Universidade Fernando Pessoa, Porto</td>
<td width="80" align="center" valign="top">OK</td>
<td width="80" align="center" valign="top"><span style="color:#339966;"><strong>OK e já apresentado</strong></span></td>
</tr>
<tr>
<td width="100" align="center" valign="top">03/03/2008</td>
<td width="180" align="center" valign="top"><a href="http://www.ecrea2008barcelona.org/eng/home.asp" target="_blank">2nd European Communication Conference</a></td>
<td width="100" align="center" valign="top">26 a 28/11/2008</td>
<td width="150" align="center" valign="top">Facultat de Ciències de la Comunicació, UAB, Barcelona</td>
<td width="80" align="center" valign="top">OK</td>
<td width="80" align="center" valign="top"><span style="color:#ff9900;"><strong>Ainda a espera&#8230;</strong></span></td>
</tr>
<tr>
<td width="100" align="center" valign="top">01/03/2008</td>
<td width="180" align="center" valign="top"><a href="http://www.lse.ac.uk/collections/media@lse/Conference/Default.htm" target="_blank">Media, Communication and Humanity: Media@lse Fifth Anniversary Conference</a></td>
<td width="100" align="center" valign="top">21 a 23/09/2008</td>
<td width="150" align="center" valign="top">London School of Economics, Londres</td>
<td width="80" align="center" valign="top">OK</td>
<td width="80" align="center" valign="top"><span style="color:#ff0000;"><strong>Recusado</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>POST SCRIPTUM DO POST! [em 22 de abril]<br />
</strong></p>
<p>Uma observação importante que apenas agora eu me dei conta: o título acima foi alterado por mim. Fiz uma primeira inscrição com ele, mas pouco tempo depois alterei-o. Por acaso, eu já até sabia que neste caso deveria ser <em>in the media</em>. Contudo, alterei para um título mais condizente com a proposta do congresso. Reenviei-o como <em><strong>Politics in the background of news about the relation between obesity and poverty: a case study of a Brazilian newspaper</strong></em>. Apesar do ok da organização na LSE quanto à alteração, ainda assim a recusa refere-se ao primeiro trabalho enviado. Putz!!!!</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/monicacarvalho.wordpress.com/50/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/monicacarvalho.wordpress.com/50/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/monicacarvalho.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/monicacarvalho.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/monicacarvalho.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/monicacarvalho.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/monicacarvalho.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/monicacarvalho.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/monicacarvalho.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/monicacarvalho.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/monicacarvalho.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/monicacarvalho.wordpress.com/50/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=monicacarvalho.wordpress.com&blog=1420374&post=50&subd=monicacarvalho&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Inflação mundial e pobreza</title>
		<link>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/04/09/inflacao-mundial-e-pobreza/</link>
		<comments>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/04/09/inflacao-mundial-e-pobreza/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 11:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Monica Carvalho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Media no Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Inflação mundial]]></category>

		<category><![CDATA[Paraguai]]></category>

		<category><![CDATA[Pobreza]]></category>

		<category><![CDATA[Preços]]></category>

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		<description><![CDATA[A seguir reprodução de matéria do jornalista brasileiro Luiz Carlos Azenha e divulgada em seu blog, vi o mundo.
No Paraguai e no Haiti, onda de inflação torna comida menos acessível
SÃO PAULO - Há alguns dias publiquei um texto sobre um fenômeno que ainda não chegou às manchetes pelo fato de que envolve só os mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A seguir reprodução de matéria do jornalista brasileiro Luiz Carlos Azenha e divulgada em seu blog, <a href="http://www.viomundo.com.br/opiniao/no-paraguai-e-no-haiti-onda-de-inflacao-torna-comida-menos-acessivel/" target="_blank">vi o mundo</a>.</p>
<h3>No Paraguai e no Haiti, onda de inflação torna comida menos acessível</h3>
<p><img class="alignleft" style="float:left;margin:2px 4px;" src="http://www.viomundo.com.br/img/familia.jpg" alt="CATADOR DE PAPEL COM OS DOIS FILHOS E VIZINHOS, EM FAVELA QUE FICA ATRÁS DO PRÉDIO ANTIGO DO CONGRESSO, BEM NO CENTRO DE ASSUNÇÃO. ELE SUSTENTA A FAMÍLIA COM O EQUIVALENTE A 300 REAIS POR MÊS. (Foto de Luiz Carlos Azenha)" width="214" height="241" />SÃO PAULO - Há alguns dias publiquei um texto sobre um fenômeno que ainda não chegou às manchetes pelo fato de que envolve só os mais pobres dos países mais pobres: a inflação mundial.  Testemunhei pessoalmente o fenômeno quando estava no Paraguai e foram divulgadas estatísticas sobre a pobreza no país. Entre 2005 e 2007 o percentual de pobres no Paraguai caiu de 38,5% da população total para 35,6%.  Porém, o número de miseráveis cresceu. Existem, hoje, 1.172.274 miseráveis no Paraguai, o que é uma enormidade considerando que a população do país é de cerca de 6 milhões de pessoas. E ainda é preciso &#8220;descontar&#8221; os 500 mil que são exilados econômicos na Argentina e na Espanha.</p>
<p><span id="more-49"></span>São considerados miseráveis os que não ganham o suficiente para consumir as calorias consideradas mínimas para manter a saúde.</p>
<p>Com o preço dos grãos em alta, por uma série de motivos, os pobres estão enfrentando maior dificuldade para comprar a comida básica. Nos Estados Unidos, a corrida para produzir milho usado na fabricação do etanol empurrou para cima o preço da ração, que torna a carne de frango e os ovos mais caros. O milho é essencial para a dieta básica de centenas de milhões de pessoas, especialmente na África.</p>
<p>No Paraguai, vastas extensões de terra são mobilizadas para produzir a soja que vai alimentar os porcos na China, mas a agricultura de subsistência está em crise. Os sojeiros compram os direitos de posse dos pequenos agricultores, que buscam refúgio em Assunção. Mas a economia da soja, ainda que de forma indireta, ainda traz alguns benefícios.</p>
<p>A crise mesmo está se dando em países como o Haiti. Na terça-feira, manifestantes invadiram o palácio presidencial exigindo a renúncia do presidente, René Préval. Soldados brasileiros, a serviço das Nações Unidas, dispararam balas de borracha e gás lacrimogênio para conter a multidão.</p>
<p>Os preços no Haiti subiram em média 40% desde a metade do ano passado. Nos últimos dias, cinco pessoas morreram durante manifestações. O presidente haitiano foi instalado no poder graças ao truque praticado por diplomatas brasileiros, que mudaram as regras da eleição de 2006 para permitir que ele vencesse no primeiro turno. Préval governa com endosso do ex-presidente Jean Bertrand Aristide, que foi gentilmente convidado a abandonar o governo e embarcar em um avião escoltado por fuzileiros navais dos Estados Unidos. Aristide permanece no exílio.</p>
<p>Préval trabalha para emendar a Constituição, o que permitiria a um presidente cumprir mandatos consecutivos. Ele não será beneficiado pela medida. Especula-se que trabalha para levar Aristide de volta.</p>
<p>Apesar da ação da diplomacia brasileira ter instalado Préval no poder, os haitianos pró-Aristide consideram os 9 mil soldados que estão no país como força de ocupação. Alegam que a própria presença dos soldados provoca pressão inflacionária. É difícil descrever o Haiti. É mais fácil chorar. O país queimou quase todas as suas reservas florestais em carvão. A devastação ambiental é inacreditável. É uma ironia trágica que o país seja governado por um agrônomo. O Haiti não tem uma gota de petróleo. Tem apenas um grande rio, na fronteira com a República Dominicana, que provoca enchentes. O calor é pavoroso.</p>
<p>Experimentei pessoalmente a síndrome dos recém-chegados. Depois de 24 horas dando duro em Porto Príncipe, sob um sol de 50 graus, desabei na cama de um hotel e só consegui me arrastar até o aeroporto, no dia seguinte, empurrado pelo desejo de encontrar uma torneira com água corrente. Aos haitianos resta fugir para a República Dominicana. Ou invadir o palácio para pedir a cabeça do presidente.</p>
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			<media:title type="html">CATADOR DE PAPEL COM OS DOIS FILHOS E VIZINHOS, EM FAVELA QUE FICA ATRÁS DO PRÉDIO ANTIGO DO CONGRESSO, BEM NO CENTRO DE ASSUNÇÃO. ELE SUSTENTA A FAMÍLIA COM O EQUIVALENTE A 300 REAIS POR MÊS. (Foto de Luiz Carlos Azenha)</media:title>
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		<title>Auto-imagem de moradores das favelas</title>
		<link>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/04/06/auto-imagem-de-moradores-das-favelas/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 11:29:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Monica Carvalho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Media no Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Outras pesquisas]]></category>

		<category><![CDATA[auto-imagem]]></category>

		<category><![CDATA[condições de vida]]></category>

		<category><![CDATA[Favelas]]></category>

		<category><![CDATA[media]]></category>

		<category><![CDATA[Pesquisa de opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Pobreza]]></category>

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		<description><![CDATA[A Central Única de Favelas (CUFA) encomendou uma pesquisa ao Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) de modo a saber o que pensam os moradores das favelas sobre:

auto-imagem do morador da favela;
diagnóstico sobre as suas condições de vida;
opiniões sobre as principais políticas públicas;
identificação das manifestações culturais da favela e
opiniões a respeito de temas conjunturais.

O resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright" style="float:right;margin:0 10px 10px 0;" src="http://www.roadjunky.com/images/142.jpg" alt="" />A <em>Central Única de Favelas</em> (CUFA) encomendou uma pesquisa ao <em>Instituto Brasileiro de Pesquisa Social</em> (IBPS) de modo a saber o que pensam os moradores das favelas sobre:</p>
<ul>
<li>auto-imagem do morador da favela;</li>
<li>diagnóstico sobre as suas condições de vida;</li>
<li>opiniões sobre as principais políticas públicas;</li>
<li>identificação das manifestações culturais da favela e</li>
<li>opiniões a respeito de temas conjunturais.</li>
</ul>
<p>O resultado da pesquisa ficou pronto em março de 2008.</p>
<p>Sobre os <em>media</em>, os moradores responderam acerca do que pensam sobre o modo como os media cobrem os fatos sobre as favelas. <strong>Para 65.4% dos entrevistados a</strong> <strong>cobertura que a Imprensa faz dos acontecimentos na favela é sensacionalista, pois distorce os fatos e usa de preconceitos</strong>.</p>
<p><span id="more-48"></span></p>
<blockquote><p>Os entrevistados responderam a perguntas sobre moradia, educação, saúde, violência, ação policial e outras. O resultado descoberto foi a melhoria da qualidade de vida nas favelas, ainda que alguns pontos ainda deixem a desejar.</p>
<p>Segundo a pesquisa, quase a totalidade dos moradores afirma viver em favelas com rede elétrica (98%), água encanada (97%) e esgotamento sanitário (94%). A grande maioria informa viver em ruas asfaltadas (77%) e em casas com numeração própria (89%). Dos entrevistados, 77% dizem morar em imóveis próprios e 46% têm acesso a computador.</p>
<p>Outros dados também muito relevantes: 36% acham que quem vive na favela tem rendimentos iguais aos dos outros habitantes do Rio e 57%, que ganham menos. Apenas 3% acham que o morador da favela é miserável. Dos ouvidos, 42% acreditam que vivem na mesma condição social de moradores do asfalto. Outros 46% dizem viver em condição social inferior e 10% acham que vivem em péssimas condições. (<em>apud</em> <a href="http://www.cufa.com.br/06/in.php?id=materias/mat315" target="_blank">CUFA</a>)</p></blockquote>
<p><a href="http://www.cufa.com.br/06/in/materias/RELAToRIOPESQUISACUFA-IBPS.doc" target="_blank">Pesquisa completa</a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/monicacarvalho.wordpress.com/48/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/monicacarvalho.wordpress.com/48/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/monicacarvalho.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/monicacarvalho.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/monicacarvalho.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/monicacarvalho.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/monicacarvalho.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/monicacarvalho.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/monicacarvalho.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/monicacarvalho.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/monicacarvalho.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/monicacarvalho.wordpress.com/48/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=monicacarvalho.wordpress.com&blog=1420374&post=48&subd=monicacarvalho&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Monica Carvalho</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Análise da grande imprensa, por Renato Pompeu</title>
		<link>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/03/27/analise-da-grande-imprensa-por-renato-pompeu/</link>
		<comments>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/03/27/analise-da-grande-imprensa-por-renato-pompeu/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 11:48:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Monica Carvalho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ciências da Comunicação]]></category>

		<category><![CDATA[Media no Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[História do jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>

		<category><![CDATA[Mercado de comunicação]]></category>

		<category><![CDATA[Renato Pompeu]]></category>

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		<description><![CDATA[Renato Pompeu questiona as razões mercadológicas da grande imprensa
 
Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA
Renato Pompeu sabe do que está falando: com 47 anos de profissão, e passagem pelos meios de comunicação mais influentes do Brasil, ele viveu boas histórias. Suas críticas à mídia são fundamentadas na sua experiência pessoal. Além de ter trabalhado a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h3><span class="texto_internas_titulo"><strong>Renato Pompeu questiona as razões mercadológicas da grande imprensa</strong></span></h3>
<p><span class="texto_internas_titulo"> </span></p>
<p class="texto_internas_credito"><em>Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA</em></p>
<p>Renato Pompeu sabe do que está falando: com 47 anos de profissão, e passagem pelos meios de comunicação mais influentes do Brasil, ele viveu boas histórias. Suas críticas à mídia são fundamentadas na sua experiência pessoal. Além de ter trabalhado a vida toda em redações, é filho e irmão de jornalistas; seu pai era o renomado Paulo Pompeu.</p>
<p>Uma dessas histórias, exemplos de como funciona a grande mídia, ocorreu há 30 anos atrás. Pompeu era editor-assistente de medicina da revista <em>Veja</em>, e viu uma reportagem que escreveu sobre acupuntura - prática ainda desconhecida no país - ser reduzida ao espaço de uma coluna. Ele escolheu falar sobre um ambulatório do INSS em Recife, que oferecia acupuntura aos pacientes, fato incomum apurado durante a produção da reportagem.</p>
<p><span id="more-47"></span>O então diretor-adjunto da <em>Veja</em> reclamou com Pompeu da foto escolhida para ilustrar a matéria: um enfermeiro branco atendendo um paciente negro. Ao questionar a reclamação, ouviu do diretor: &#8220;você acha que isso pode sair na Veja? Um enfermeiro preto atendendo um paciente branco?&#8221;. Pompeu perguntou se ele era racista: &#8220;Eu, não, mas nossos leitores são&#8221;.Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Renato Pompeu questiona as razões mercadológicas que levam grande parte do público a se interessar muito mais pelo que já conhece do que pelo que não conhece. &#8220;O jornalista deve dar a informação de que, com sua experiência profissional, ele sabe que o público necessita, ou a informação que o público quer?&#8221;</p>
<p>Também faz uma análise da mídia atual. Diz que, quando começou, &#8220;a opinião do jornal só se expressava nos editoriais, hoje se expressa praticamente em cada matéria, mesmo nas noticiosas. Também antes o artigo assinado expressava a opinião da pessoa que assinava, hoje a maioria dos colunistas defende a opinião dos donos do órgão em que trabalha e não a sua própria&#8221;.</p>
<p><strong>Portal IMPRENSA - Em sua carreira você já passou por muitos veículos de comunicação, das mais variadas linhas editoriais, além de ter acompanhado a história da mídia brasileira, pois sua família é toda de jornalistas. Como você avalia o rumo tomado pela imprensa brasileira, principalmente a grande imprensa?<br />
Renato Pompeu -</strong> Desde o início de minha carreira, há 48 anos, a principal mudança foi no tipo e na extensão do partidarismo na imprensa. Em 1960 ainda vigorava o modelo europeu, com os jornais defendendo cada um um partido político específico. Assim o <em>Estadão</em> era udenista, a <em>Última Hora</em> era petebista, <em>O Dia</em> era ademarista, <em>A Hora</em> era janista, o <em>Notícias de Hoje</em> era comunista. Só a <em>Folha</em> era apartidária e neutra. Com exceção da <em>Última Hora</em>, a grande imprensa foi maciçamente pró-golpe e defendeu o regime militar, no decorrer do qual só alguns órgãos - <em>Estadão, JT, Veja, O São Paulo, Opinião, Movimento</em> e não lembro mais nenhum - sofreram censura. Hoje os jornais seguem o modelo americano, aparentemente apartidário, mas na verdade cada jornal constitui um partido político específico, com interesses próprios. Assim, a <em>Folha</em> defende os interesses políticos da empresa <em>Folha</em>, a <em>Veja</em> as da Abril, e assim por diante. Além disso, quando comecei a opinião do jornal só se expressava nos editoriais, hoje se expressa praticamente em cada matéria, mesmo nas noticiosas. Também antes o artigo assinado expressava a opinião da pessoa que assinava, hoje a maioria dos colunistas defende a opinião dos donos do órgão em que trabalha e não a sua própria.</p>
<p><strong>IMPRENSA -Você conta que antigamente os editores diziam aos repórteres: &#8220;temos que dar essa matéria porque ninguém mais deu&#8221;. E hoje, nas redações se diz: &#8220;não vamos dar isso porque ninguém mais deu&#8221;. O que mudou?<br />
Pompeu -</strong> Não é bem assim. O cientista político francês Régis Debray, que foi companheiro da guerrilha do Che na Bolívia e passou anos lá preso e depois foi conselheiro do presidente François Mitterrand, é que constatou que antigamente o diretor de redação dizia &#8220;Opa, vamos dar já isso, ninguém está falando nisso&#8221;, e hoje o diretor diz &#8220;Ora, isso não vamos dar, ninguém está falando nisso&#8221;. Acontece que antes se dava valor à novidade, ao desconhecido, e hoje se repisa a mesma coisa, por razões mercadológicas, já que grande parte do público se interessa muito mais pelo que já conhece do que pelo que não conhece. Aqui devemos comparar com o médico: o médico deve dar o tratamento que o paciente precisa ou o tratamento que o paciente quer? O jornalista deve dar a informação de que, com sua experiência profissional, ele sabe que o público necessita, ou a informação que o público quer?</p>
<p><strong>IMPRENSA - Como você acha que a internet mudou o jornalismo? O jornalismo como conhecemos ainda tem espaço e vai durar? Com as facilidades que a tecnologia traz, como o acesso à informações pela internet, ou o fato de não ser necessário se deslocar até uma fonte para entrevistá-la, hoje os textos jornalísticos têm mais qualidade de apuração?<br />
Pompeu -</strong> As principais contribuições da Internet são a multiplicidade de fontes e a interatividade entre fontes e o público. Não sou capaz de prever o futuro, mas acho que o jornalismo tal como se praticava antes da Internet vai continuar, mas com menor espaço.<br />
As técnicas de apuração e de redação estão se desenvolvendo cada vez mais, mas cada caso é um caso e às vezes a facilidade da tecnologia implica num comodismo prejudicial à qualidade da informação. Continua sendo importante o repórter cobrir pessoalmente os acontecimentos.</p>
<p><strong>IMPRENSA - Que conselhos você daria para alguém que está começando no jornalismo?<br />
Pompeu -</strong> 1) Abandonar imediatamente a profissão e escolher outra. 2) Se não for possível isso, procurar se estabelecer por conta própria na Internet, com patrocínio próprio que não interfira na sua independência. 3) Se isso também não foi possível, procurar manter a dignidade profissional e preparar-se para uma vida de sacrifícios.</p>
<p>Disponível nos links abaixo:</p>
<p><a href="http://portalimprensa.uol.com.br/portal/entrevista_da_semana/2008/03/24/imprensa18110.shtml" target="_blank">Portal Imprensa</a></p>
<p><a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=478ASP014" target="_blank">Observatório da Imprensa</a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/monicacarvalho.wordpress.com/47/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/monicacarvalho.wordpress.com/47/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/monicacarvalho.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/monicacarvalho.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/monicacarvalho.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/monicacarvalho.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/monicacarvalho.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/monicacarvalho.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/monicacarvalho.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/monicacarvalho.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/monicacarvalho.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/monicacarvalho.wordpress.com/47/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=monicacarvalho.wordpress.com&blog=1420374&post=47&subd=monicacarvalho&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>III Jornadas Internacionais de Jornalismo, Porto</title>
		<link>http://monicacarvalho.wordpress.com/2008/03/17/iii-jornadas-internacionais-de-jornalismo-porto/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 17:43:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Monica Carvalho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Congressos]]></category>

		<category><![CDATA[Produção pessoal]]></category>

		<category><![CDATA[Congressos de comunicação]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha apresentação nas Jornadas foi muito boa, creio eu. Uma pena eu ter sido escalada para o fim da seção, pois não havia muita gente mais para vê-la.
meu ppt apresentado nas III Jornadas
Aliás, este parece ser o maior problema nos congressos. As pessoas se preocupam muito em apresentar seu próprio trabalho e não ficam para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Minha apresentação nas Jornadas foi muito boa, creio eu. Uma pena eu ter sido escalada para o fim da seção, pois não havia muita gente mais para vê-la.</p>
<p><a href="http://monicacarvalho.files.wordpress.com/2008/03/media-risco-alimentar-e-pobrez.pdf" target="_blank">meu ppt apresentado nas III Jornadas</a></p>
<p>Aliás, este parece ser o maior problema nos congressos. As pessoas se preocupam muito em apresentar seu próprio trabalho e não ficam para ver os outros da seção em que participam. Com isto, cumpre-se uma formalidade, ou seja, a produção acadêmica, mas, o objetivo principal dos congressos, que seria a troca entre investigadores, acontece  pouco. Mesmo nas mesas principais (foto abaixo), onde ocorrem as comunicações de pesquiadores mais prestigiados, é comum que os vejamos lendo seus papéis ou livros enquanto os outros apresentam. A boa etiqueta acadêmica parece estar ficando cada vez mais fora de moda. Uma pena&#8230;</p>
<p><img src="http://monicacarvalho.files.wordpress.com/2008/03/jornadas.jpg" alt="jornadas.jpg" /></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/monicacarvalho.wordpress.com/42/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/monicacarvalho.wordpress.com/42/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/monicacarvalho.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/monicacarvalho.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/monicacarvalho.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/monicacarvalho.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/monicacarvalho.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/monicacarvalho.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/monicacarvalho.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/monicacarvalho.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/monicacarvalho.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/monicacarvalho.wordpress.com/42/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=monicacarvalho.wordpress.com&blog=1420374&post=42&subd=monicacarvalho&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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